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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A teoria dos três discursos da pós-modernidade


Como fugir da verdade como o diabo foge da cruz? Eis o esforço, ou melhor, não esforço de pensar oriundo de nossa sociedade pós-moderna. Se é de conhecimento universal, conhecimento que abarca desde ciências e filosofias antigas, que a verdade deve guiar o homem nas virtudes, hoje as pessoas se acham as “moderninhas”, mas fazem questão de ignorar este detalhe fundamental. Por conta disso, comentem erro atrás de erro. Tornam-se pessoas vazias, egoísta, incrédulas e medrosas.

Por conta do derretimento dos valores, as pessoas deixam-se guiar pelas modas, pouco importando se elas fazem sentido ou não. O “penso com a própria cabeça” passa, então, a significar, na prática, o eu “penso como todo mundo”, “sigo o achismo da maioria”. E o critério moral passa a ser o “respeito humano”, ou seja, “todo mundo faz”, esquecendo de uma refutação que qualquer mãe decente fez para rebater as molecagens do filho criança, “se todo mundo pular da ponte, você vai pular junto?”.

O comportamento de massas é basicamente um monte de gente querendo dar tiro no pé. Vale tudo, menos a verdade que, no pensar egocêntrico das pessoas, é mera questão de gosto.

É neste contexto de adentramos na teoria dos três discursos da pós-modernidade. Trata-se da atitude de correr vergonhosamente da verdade. E como isso é feito? Fundamentalmente, troca-se a razão pela racionalização (pensar por absurdo, por desonestidade e/ou comodismo) e aplica-se, basicamente, três truques retóricos:

1) Relativismo: Quem nunca leu um “””argumento””” do tipo “essa é a sua opinião”? Parte-se do pressuposto que a verdade não existe e que todas as opiniões são iguais em valores. Curiosamente, se eu disser que na conta bancária do rapaz tem R$ 10,00 e não R$ 1000,00 como ele acreditava, este tipo de discurso será abandonado e a verdade (eu quero os mil reais que são meus), como um passe de mágica, volta a existir.

2) Intimidação: São ofensas ou provocação como “você é arrogante”, ou “você é inseguro”. Como se não fosse arrogante aquele que, sem motivo ou provas, acusa o outro de ser arrogante. E o que dizer do que chama o outro de inseguro, mas que, diante de uma realidade, teme em querer não enxergá-la?

3) Talvez a mais poderosa das armas para fugir da verdade, é a ridicularização: uma espécie de “””argumento”””” do tipo do tipo “ptz, é ridículo isso que você disse!” (sem explicar o porquê do ridículo).

Essas três posturas diante da verdade não fazem sentido, só conduzem ao erro e, portanto, na auto-ilusão. Não obstante, é um discurso corriqueiro nas conversas do dia a dia. Sugiro o exercício: tente prestar atenção nesse tipo de padrão nas diferentes discussões que você participa ou acompanha do no dia a dia… Adianto, contudo, que perceber a frequência a que se recorre aos três tipos de padrão é assustador, pois torna-se nítido que estamos em uma sociedade doente e idiotizada. E por que isso ocorre? O Pe. Charbonneau basicamente matou a charada. Esta é uma sociedade do medo… E as pessoas com medo fogem da verdade. E a sociedade tem medo porque dá valor excessivo às coisas erradas, a saber: a técnica, o dinheiro, o prazer mundano…
#Augusto

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A Selva de Pedra e a Perda do Valor Humano

Sobre essa criançada (e tem uns imbecis com 40-60 anos de idade com a mentalidade que se descreverá a seguir) criada a leite com pera e ovomaltine nas cidades grandes:

São idiotas, que cresceram fechados em apartamento, que sabem o que viram na TV e na escola. Que acreditaram durante anos que o leite vinha de uma entidade mística contida dentro da caixinha. Que acreditavam que os pais são entidades que entregam presentes, porque só os viam algumas vezes no dia por poucos minutos. Nunca saberão o que é plantar algo, rachar uma lenha, pescar, respeitar os mais velhos, a importância dos pais, do trabalho duro, de valorizarem o que importa.

Se não sabem nem de onde as coisas vem (caso do leite), imagina compreenderem conceitos como Deus, salvação, importância da vida, família? Nunca tiveram pais presentes que lhes ensinassem isso, estes estavam sufocados em trabalhos extenuantes. Esses pais caíram na ladainha materialista sustentada pelo liberalismo econômico e marxismo, acreditaram que trabalhar feito burros de carga é o que vale, garantir o bem-estar e as necessidades materiais da criança, os desejos. Aí os filhos e filhas cresceram uns moleques que só querem saber de baladas, de algazarra em movimentos prol minorias a quem eles sequer pertencem, e quando pertencem fazem mais para chamar a atenção que nunca tiveram em casa. Ficam em uma adolescência infinita de rebeldia sem sentido.

Uma criatura dessas cresce num ambiente doido, como uma caverna de Platão à moda moderna. Enxerga tudo através de telas e o pouco que conhece do interior de sua gaiola do vigésimo andar é, quando muito, algum shopping. Quando cresce está perdido numa selva de pedra, começam a lhe incutir na mente que o que importa é trabalhar, ganhar dinheiro, fazer o que seus pais fizeram. E ele se pergunta: “É só isso?”. E então começa a procurar algo que lhe preencha esse vazio. Um vazio existencial, um vazio de alma. Alguns vão pra esquerda fazer miçanga, oficina de qualquer coisa numa Universidade, falar besteiras. Outros se reúnem pra discutir problemas políticas, meter o pau na esquerda e no governo e acreditam revolucionar a política via Facebook. Os dois são grupos vazios, feito de pessoas vazias em sua maioria. Pessoas sem referencial de existência e sem sentido de vida que entram em grupos por falta de companhia, pois sabem que se forem pra casa não vai ter ninguém lá além da empregada.

Observa-se bem isso nessa geração atual. O direitista de Facebook típico, por exemplo, é aquele moleque criado a leite com pera. Que leu meia dúzia de livros de autores ditos conservadores e acha que pode solucionar os problemas do mundo do alto de seu prédio, como se tivesse jogando The Sims. Quando acham algum que defenda família, vida, Tradição, que tenha referência religiosa forte, que compreende a natureza e a Criação geralmente é alguém criado no meio do mato quando criança. Isso não é fruto do acaso, mas das primeiras experiências da criança sobre relacionamentos, mundo, Deus e tudo à sua volta que deixam essas marcas para a vida inteira. Do outro lado está a turma da esquerda, que acredita a partir de seus professores universitários o que é melhor para os pobres, os homossexuais, as feministas, os negros, e tudo o mais que eles possam dividir em algum grupo qualquer e chamá-los minorias, afirmando e incutindo na mente desses coitados que eles estão sendo discriminados, quando na verdade nunca pararam para pedir a opinião desses, se estes querem essa guerra sem sentido, essa encheção de saco; que nunca pararam para ouvir o que essas pessoas estão precisando, uns trastes incapazes de arregaçar as mangas por caridade a esses que dizem defender, mas que se apoiam no Estado objetivando algum cargo ou benefício público e/ou político. Possuem antes a sede do poder que a vontade de auxílio ao próximo. Afinal, só aprenderam a enxergar duas coisas desde criança: dinheiro e poder. Foi isso que seus pais sempre esperaram e foi por isso que os forçaram a entrarem em faculdades. Mas como sempre foram crianças que tiveram tudo a mão querem continuar assim: o Estado é a chave que lhes dará o que querem, e eles sabem disso. Seus professores lhes falaram disso e vêem nesses a realização da vida. Não enxergam que esse vazio não pode ser preenchido por tais absurdos, e quando avisados disso ignoram.

Depois o povo não entende esse grande número de malucos que se engajam em movimentos de minorias, ateus, socialistas, em cidade maiores, um bando de gente sem referencial. Esse povo nunca teve uma direção na vida, nunca apreendeu nada da realidade, vive sem sentido, vive para trabalhar ou fazer militância, acumular capital ou consegui-lo via estatal, vive do vazio e tenta preencher esse vazio emocional e/ou de alma desde a infância (principalmente o vazio da falta paterna e materna, de Deus) com quaisquer coisas materiais ou conceito e/ou atividades absurdos. Por nunca terem tido um norte na vida ficam girando entre tudo isso, pulando como macacos de galho em galho, girando como uma agulha de bússola desvairada próxima de um imã. É essa a imagem mental dessas pessoas. Algo complicadíssimo de ser revertido. Para muitos muito provavelmente impossível. Que o digam nossos doutores e mestres das Universidades públicas brasileiras que fomentam a tudo isso como se fosse a coisa mais importante do mundo.

Junto disso ainda temos o capitalismo puro proposto pelos liberais econômicos, a corrida desenfreada pelo dinheiro que os liberais econômicos promovem e causa essa correria diária de todo mundo e que é o que tem levado à oportunidades de destruição cultural cada vez maiores pelo marxismo-gramscismo. “Ninguém sabe direito como isso aconteceu”, falam os filósofos a respeito disso em aspecto macro ao falar das Instituições, dos planejamentos de governo e nunca pararam pra analisar relações sociais menores. As menores instituições entre indivíduos e as que mais lhe influenciam (a família principalmente) e que são capazes de formar o caráter do indivíduo. Anda todo mundo perdido se perguntando: quando começou tudo isso?

Começou no exato momento em que os pais não tiveram mais tempo para os filhos. Quando houve a separação das relações mais íntimas, mais fortes e que estruturariam os valores do indivíduo, afastando pais de filhos. Essa separação ocorreu primeiramente pela necessidade do trabalho, da acumulação, do aumento do custo de vida, e posteriormente via estatal ao estimular creches, crianças a serem doutrinadas nas escolas cada vez mais cedo, etc. É esse o amansamento e esse o abrandamento que acontece a qualquer ser quando afastado dos pais. Os pais, os únicos com capacidade suficiente para ensinam a criança a enfrentar os perigos do mundo e lhes os valores humanos, e não a tia da escola que precisa cuidar de 30 crianças ao mesmo tempo.

Os amplos estudos de psicologia para controle da mente e do comportamento humano que se seguiram em regimes comunistas e mesmo nos Estados Unidos no século XX são grandes responsáveis pelo que ocorre hoje. O controle estatal é o primordial para qualquer um dos dois sistemas. No comunismo visando a servidão ao Estado e nos EUA a produtividade desenfreada e o modo de vida workaholic (com uma fachada de liberdade, quando na realidade o homem mais parece um escravo do próprio trabalho) fizeram o que um zoológico faz. Separaram os pais da prole porque sabiam que o animal retirado da natureza e enjaulado se torna dócil se desde pequeno não há alguém da própria espécie (os pais) mais forte que lhes ensine os princípios básicos para que sobreviva no mundo. Tanto é assim que um animal domesticado não se adapta à natureza e é capaz de morrer de fome, pois não possui instinto e dificilmente o desenvolverá. As pessoas perderam os instintos, viraram uns chorões, uns coitados, e não se desenvolveram mentalmente. Cresceram em tamanho, em responsabilidades e quando caem de cara no mundo choram a proteção estatal como choravam para a tia da escola no primeiro dia de aula.

O mesmo que acontece aos animais aconteceu às pessoas. Criadas em zoológicos de pedra e amansadas desde cedo nas escolas e pelos meios midiáticos e digitais, sem referencial e estrutura mental, emocional e espiritual se tornaram trastes incapazes de enfrentar o mundo quando adultos. Agora não possuem instinto quanto ao que importa ao homem para viver, não tem direção, sentido de vida, estão como um animal domesticado solto na floresta a morrer de fome.

#João Carlos