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sábado, 24 de maio de 2014

Sobre o caráter fásico do Shibumismo



O Shibumismo, ao contrário de tantas outras filosofias, ideologias e movimentos, não é estático. Sendo uma idéia viva, seu caráter é plenamente fásico. Não é estática como um objeto morto e inanimado, mas dinâmica, sempre se transformando. Porém, há uma ordem dentro dessa transformação. Ele não sofre uma mutação repentina, como num passe de mágica. Não se transforma, da noite para o dia, em algo totalmente diferente daquilo que é. Sua contínua transformação se dá por fases. É uma verdadeira evolução que ocorre em doses homeopáticas, respeitando sua própria natureza. Como uma larva que se transforma em borboleta, não em ornitorrinco.

Apesar disso, alguns poderiam vê-lo como algo estático. Outros, poderiam pensar que é fásico pelo simples fato de seus adeptos estarem em constante busca do próprio crescimento. Porém, estarmos, como pessoas, em evolução constante, não explica o caráter fásico do Shibumismo.

Podemos traçar um paralelo com as artes marciais. Veja, por exemplo, artes tradicionais como Karate, Kung Fu, Judo, Jiu-Jitsu, Muay-Thai, Tae-kwon-do e várias outras. O que elas tem em comum é o fato de que praticamente todas são estáticas.

Não podemos negar que o artista marcial está em constante evolução em sua arte. Ele treina constantemente, se aprimorando de diversas formas. Porém, aquela arte continua a mesma. As raízes daquela arte são imutáveis. Mesmo que seus socos e chutes sofram algum tipo de mudança com o passar do tempo ou entre as ramificações daquela arte, sua essência continua sendo a mesma. Tanto em suas vantagens quanto em suas desvantagens.

No livro O Tao do Jeet Kune Do, onde expõe os princípios de sua filosofia e arte marcial, Bruce Lee crítica justamente essa rigidez das artes marciais clássicas, lembrando que o homem está sempre acima de qualquer sistema.

O raciocínio aqui é o mais simples possível: sistemas são criados por homens; Nenhum homem é perfeito; Logo, não existe sistema perfeito. Porém, é da natureza do homem buscar a perfeição. Mesmo sabendo que jamais poderemos alcançar, somos sempre atraídos pela perfeição. Isso explica perfeitamente a contínua insatisfação do ser humano. Desejamos e, mesmo que consigamos, continuamos a desejar. Em um momento você deseja muito um carro, por exemplo, e acredita que estará feliz quando conseguir comprá-lo. Então, finalmente, você consegue. Passa um tempo e você se vê novamente insatisfeito. Você já deseja mais alguma coisa. E isso nunca acaba. O carro, é claro, é apenas um exemplo. Você pode desejar outras coisas. Pode ser material, pode ser abstrato, tanto faz. O que acontece é que nunca estamos satisfeitos justamente porque temos essa tendência de buscar a perfeição inalcançável. Porém, o que importa aqui é o fato de que, mesmo que seja inalcançável, continuamos a caminhada. Mesmo imperfeitos buscamos a perfeição. Criamos sistemas, buscando sempre o melhor. Apesar disso, como homens e, portanto, imperfeitos, somos incapazes de de criar um sistema perfeito, nos contentando somente com a possibilidade de aperfeiçoá-lo constantemente.

Por mais que um gênio seja capaz de criar uma obra genial, ela não pode ser perfeita. A proximidade da perfeição ainda não significa a perfeição e, sendo ainda imperfeita, só restam duas alternativas: Deixá-la como está ou aperfeiçoá-la, sabendo que existe um risco dessas mudanças não serem para melhor. Independentemente do gênio concluir sua magnífica obra ou deixá-la inacabada, as pessoas recearão tocá-la. Seja pela magnitude da obra, seja pela reputação do gênio, as pessoas passarão a ver a obra como uma coisa sacrossanta. Qualquer tentativa de aperfeiçoamento será vista como uma heresia. É justamente aí que se encontra o prelúdio do erro. A criação se torna maior que o criador. Sistemas passam a ser considerados mais importantes que homens.

Mas a grande obra continua inalterada. Tem uma certa proximidade com a perfeição, mas não está mais caminhando em sua direção. Ao ser separada do gênio criador, essa obra se congela com suas perfeições e, também, com suas imperfeições. E os próximos homens que virão? Serão considerados indignos de tocá-la. Mas, apesar desses sistemas estagnados não poderem mais ser tocados pelos homens, eles continuarão tocando os homens. Agora o homem já não é mais o criador que modela suas obras. Chegamos no ponto onde o homem passa a ser modelado pelas obras.

Essa realidade não se limita somente às artes marciais. Vemos o mesmo padrão em todo tipo de ideologia, movimento, filosofia etc. O homem é capaz de evoluir dentro do sistema, mas o sistema continua imutável. A transformação do homem segue completamente ligada a todos os erros e limitações do sistema, até o ponto onde não há mais caminho para percorrer, pois aquele sistema imutável tem um limite.

Existe um achismo que permeia a maioria das pessoas, fazendo-as acreditar que nenhuma filosofia é estática. Que todas estão em constante transformação. Isso se deve ao simples fato da filosofia ter como objetivo a busca pela verdade, como o próprio termo já mostra (do grego: Filo = Amor, Sofia = Sabedoria). Porém, existe uma diferença entre “a filosofia” e “alguma filosofia”. Métodos filosóficos podem ser usados na criação de algum tipo de filosofia, porém, isso não significa que essa filosofia criada continuará se transformando. Como tudo, independentemente do grau de aproximação com a verdade, muitas param em algum ponto, se tornando mais um sistema intocável.

Com isso em mente, Bruce Lee foi capaz de definir sua filosofia e arte marcial, o Jeet Kune Do, como uma “arte sem forma”:

“O Jeet Kune Do favorece a falta de forma para que possa assumir todas as formas. E, já que não possui estilo, pode combinar com todos os estilos. Como resultado, o Jeet Kune Do utiliza todos os caminhos e não é limitado por nenhum deles. Da mesma forma, utiliza quaisquer técnicas ou meios que sirvam à sua finalidade.” (Bruce Lee, O Tao do Jeet Kune Do, página 26, Conrad Editora, Edição de 2003)

Temos, na frase acima, fundamentados alguns dos alicerces da filosofia de Bruce Lee. Favorecer a “falta de forma” significa justamente não se prender a sistemas. É importante salientar que essa ideia de adaptação, flexibilidade, não significa relativismo. Ao criticar sistemas, apontando suas formas imperfeitas e demonstrando que é justamente sua rigidez que impede quaisquer correções, não estou negando a verdade. Pelo contrário: estou justamente reforçando o fato de que a verdade é imutável, perfeita. Se a verdade, assim como a perfeição, não fosse imutável, não seria verdade. Sistemas são criados pelo homem, mas a verdade, única, perfeita e absoluta, já existe antes do homem. A verdadeira filosofia, busca essa verdade de forma honesta e sem relativismos.

Da mesma forma, a tarefa do Shibumismo é essa busca da verdade. Sabendo que não existem meias verdades, somos obrigados a entender que uma coisa só pode ser verdadeira por completo. O Shibumismo se adapta justamente para encontrar uma verdade completa. Sua flexibilidade só serve a um único objetivo: a busca da absoluta verdade. O que para muitos pode parecer uma espécie de "Paradoxo do Shibumismo" é muito bem elucidado por Chesterton:

“Tentei criar uma nova heresia; mas quando já lhe aplicava os últimos remates descobri que era apenas a ortodoxia” (G. K. Chesterton, Ortodoxia)

Nesta pequena citação, temos sintetizado tudo o que já foi dito até aqui. Filosofias convencionais costumam se apegar fortemente aos seus próprios cânones, considerando qualquer tentativa de mudança em seu corpo uma heresia. Devido a essa necessidade de manterem suas filosofias intactas, seus seguidores passam a se valer, muitas vezes inconscientemente, de RELATIVISMOS. A filosofia em si não muda, mas suas conclusões sofrem com a ação do tempo. Seus seguidores passam a se valer de relativismos simplesmente para que suas filosofias se mantenham imaculadas. Passam a fugir da verdade e, caso a verdade passe a persegui-los, se esforçam para distorcê-la. Já chegaram ao ponto desesperador em que a distorção da verdade é mais confortável que a revisão dos erros de suas filosofias. Com essa incapacidade de lidar com a verdade, também vem a incapacidade de refletir e, sendo incapazes de trabalhar com as várias contradições surgentes, encontram conforto no relativismo, chegando aos poucos (e sem que se dêem conta) à esquizofrenia.

Essa esquizofrenia, tão onipresente na esquerda, pode ser presenciada em diversas ocasiões, como, por exemplo, uma simples discussão com uma feminista. Proponho um pequeno exercício. Inicie um debate com uma feminista (ou qualquer outro militante de algum movimento de esquerda, como o gayzismo, ateísmo etc) e observe suas reações ao ser confrontada com a verdade. Devido ao apego com os dogmas de sua ideologia, preferirão distorcer a própria verdade, se valendo de falácias relativistas. É justamente aí que você receberá ataques ad hominem, verá falácias de apelo à autoridade, o velho papo furado de que “não existe certo ou errado” e que “o que é errado para um pode ser certo para outro”. Os próprios ataques direcionados à sua pessoa nada mais são do que uma desculpa que encontram para eles mesmos não perderem a fé em suas ideologias tortas. Na incapacidade de lidar com a verdade, atacam o portador da verdade. Lançar dúvidas sobre o caráter do mensageiro é uma das formas mais eficazes de não acreditar na mensagem. Sendo tão capaz de desmoronar facilmente os frágeis castelos de cartas construídos por suas ideologias falaciosas, a verdade passa a ser um pesadelo onipresente na vida dessas pessoas. Seus discursos politicamente corretos de luta contra o preconceito nada mais são do que uma tática de auto-ilusão, uma forma inconsciente de lidar com a verdade ameaçadora. Tamanho é o poder que essas ideologias exercem sobre seus seguidores, que passa a ser preferível a negação da realidade ao desapego de seus dogmas. Para essas pessoas, não há nada mais aterrorizante que a ideia de que suas vidas foram dedicadas a uma mentira.

A famosa citação de Chesterton pode servir muito bem como um alerta para esse tipo de armadilha. Muitas vezes, ao tentar corrigir um erro, você será tratado como um herege. A verdade, porém, é que é bem provável que seja justamente essa “heresia” a única forma de se alcançar uma ortodoxia. Seremos considerados hereges ao tentar corrigir erros pelo amor à verdade, enquanto os considerados ortodoxos, por respeitarem seus sistemas ao ponto de manterem imaculados seus erros, serão justamente os que só encontrarão saída na prostituição da verdade. É importante, portanto, expor os perigos do relativismo para não cairmos em armadilhas ao tratar do caráter fásico do Shibumismo.

#Lawlyet 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Aeróbico em Jejum

O aeróbico em jejum é uma estratégia para a queima de gordura no corpo .

Essa estratégia é tão eficiente pelo fato de que se o individuo esta em jejum de varias horas seu corpo estará com os níveis de glicogênio (glicogênio = energia, açúcar , carboidrato ) em baixa , assim o corpo é obrigado a ir buscar energia nos depósitos de gordura, assim usar a gordura como fonte de energia para completar a atividade.

O aeróbico em jejum normalmente é feito pela manha ao acordar com intuito de que o individuo esteja em jejum de 8 horas; ao acordar é recomendado que se tome alguns mililitros de água para prevenir a desidratação , para maior eficiência do AEJ pode se utilizar algum termogênico (termogênico = café , chá verde água gelada guaraná em pó) , o café é o de mais fácil acesso para a maioria dos indivíduos . uma xícara antes do age pode estimular mais ainda a lipólise (lipólise = queima de gordura no corpo).

Para evitar o catabolismo proteico (catabolismo proteico é a perca de massa muscular) recomenda se usar aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA). 

É indicado que se inicie a pratica com 10 minutos diários, e que o individuo adicione 2 ou 3 minutos a cada vez que for fazer a atividade ate chegar em 40 minutos de AEJ . Outro horário que se classifica como eficaz na perca de gordura seria após o treino com pesos (depois que o cara acabou seu treino de musculação na academia); no caso o individuo já teria gastado seu glicogênio no treino com pesos , e logo após de conclui-lo fazer ia uma atividade aeróbica (correr na esteira , bike ou algo do tipo) , fazendo seu corpo ter que utilizar a gordura para o restante da atividade . 

#Carlos. R