“O primeiro atributo que o Senhor me deu a conhecer – foi a Sua santidade. Essa santidade é tão elevada que tremem diante Dele todas as potestades e virtudes. Os espíritos puros cobrem seu resto e mergulham em incessante adoração, e tem apenas uma palavra para exprimir a maior honra, isto é – Santo… A santidade de Deus derrama-se sobre Sua Igreja e sobre toda alma que nela vive – embora nem sempre com a mesma intensidade. Existem almas inteiramente divinizadas, porém outras que tão somente vivem.
O Senhor concedeu-me também o conhecimento do segundo atributo – o da Sua justiça. E este é tão imensa e penetrante que atinge o fundo do ser e tudo diante Dele é manifesto em toda a nudez da verdade, e nada Lhe pode resistir.
O terceiro atributo – é o amor e a misericórdia. E compreendi que o amor e a misericórdia é o maior atributo. É ele que une a criatura ao Criador. O mais imenso amor e abismo de misericórdia reconheço na encarnação do Verbo, na Sua Redenção; e foi aqui que reconheci que este é o maior atributo de Deus.” (D. 180)
“Oh! Como Me fere a incredulidade da alma! Essa alma confessa que sou Santo e Justo e não crê que sou Misericórdia, não acredita na minha bondade. Até os demônios respeitam a minha justiça, mas não creem Minha bondade.
[…]
Diz que a misericórdia é o maior atributo de Deus. Todas as obras das Minhas mãos são coroadas pela misericórdia.” (D. 300)
- Temos que Deus, em sua Justiça, condena o pecador, havendo o risco da alma ser mandada para o inferno;
- Temos que Deus, em sua misericórdia, perdoa o pecador, podendo a alma obter a felicidade eterna no céu.
“Após a morte, a vontade dos condenados fica petrificada no pecado e no mal. Mas o que pode ser feito nesta vida para que um pecador se converta? Em primeiro lugar, como fora dito, há o tempo e a Graça que o bom [misericordioso] Deus sempre lhe dá. Mas assim é porque ele é livre e pode, com sua vontade, por uma escolha, voltar par ao lado de Deus. É por um ato de livre vontade, através da Graça desse Deus tão bondoso, o pecador muda o caminho, arrepende-se e o pobre filho pródigo retorna perdoado à casa paterna.
Todavia, no momento da morte, perde-se também a liberdade e a Graça. Acaba-se para sempre. Não se trata mais de escolher, mas de permanecer naquilo que se escolheu. Escolhendo-se o bem e a vida, você possuirá para sempre o bem e a vida. Mas se for uma escolha estúpida pelo mal e pela morte, você terá a morte. E a terá para sempre, pois receberá apenas aquilo que desejou. Esta é a eternidade das punições”
[…]
Desde o quarto século, o ilustre arcebispo de Constantinopla, São João Crisóstomo, um dia a colocou nesses termos: “Há quem diga: eu tive apenas alguns instantes para matar um homem ou cometer um adultério [3], e por um pecado que dura um instante terei de sofrer penas eternas? Certamente, porque o que Deus julga nos pecados, não é o tempo necessário para que ele seja praticado, mas a vontade que o fez cometê-lo.”
- Arrependimento
- Confessar seus pecados ao sacerdote
- Cumprir a penitência com a disposição de não mais querer pecar
“Deus concede as graças de duas maneiras: pelas inspirações e pelas iluminações. Se pedimos uma graça, Deus a dará, mas queiramos aceita-la; todavia, para aceita-la, é necessária a renúncia de si mesmo. O amor não consiste em palavras nem em sentimentos, mas em atos. É um ato da vontade, é um dom, isto é, uma doação; a razão, a vontade, o coração – temos que exercitar essas três faculdades durante a oração.” (D. 392)
As 14 Obras da Misericórdia
Obras Corporais: 1ª Dar de comer a quem tem fome; 2ª Dar de beber a quem tem sede; 3ª Vestir os nús; 4ª Dar pousada aos peregrinos; 5ª Assistir aos enfermos; 6ª Visitar os presos; 7ª Enterrar os mortos.
Obras Espirituais: 1ª Dar bons conselhos; 2ª Ensinar os ignorantes 3ª Corrigir os que erram; 4ª Consolar os tristes; 5ª Perdoar as injúrias; 6ª Sofrer com paciência as fraquezas donosso próximo; 7ª Rogar a Deus por vivos e defuntos.
[2] Monsenhor de Segur - O Inferno.


