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domingo, 3 de setembro de 2017

O Problema do Mal e a Liberdade Humana

O mal é ausência de bem.

O pecado é ausência da virtude.

O inferno é a completa ausência da presença de Deus.

Deus criou o homem e as demais criaturas com livre-arbítrio para escolherem entre praticar o bem ou não praticarem o bem.

Se escolheram o mal, sabem das consequências dele.

O mal significa somente o afastamento de Deus, que é sumo-bem e virtude excelsa.

Para ver isso é só observar o mundo.

Onde o bem por meio das virtudes não é praticado, e onde os pecados são praticados conscientemente, ali se encontram as criaturas mais maldosas do planeta.

O ponto máximo dessa falta de virtudes e afastamento de Deus é o inferno, onde a virtude é totalmente desprezada e a consciência da prática e conivência ao pecado atinge seu ápice através da mente da criatura mais próxima da perfeição criada por Deus, o diabo.

Embora quase perfeita, essa criatura julgou-se perfeita e logo deixou de lado as virtudes e o bem para ficar com seu orgulho e, pelo desprezo às virtudes, afundar na maldade.

O orgulho é a falta de amor verdadeiro, é ele o ápice do amor-próprio. E o amor-pŕóprio é o que sempre afasta as criaturas de Deus e as levará a caindo de pecado em pecado a aumentar a maldade existente no mundo, pois todo o pecado tem não só sua pena na eternidade ou no purgatório, mas também a pena terrestre. Porque apesar de Deus ser amor, ele também é justiça. Amor por dar a liberdade às criaturas e justiça por negar Sua presença respeitando aos que desejam não segui-lo e misericórdia por perdoar aos que se arrependam e queiram a Ele voltar.

Mas e se me perguntassem que visão eu tenho do inferno para falar tais coisas?

A visão que tenho dele é a da Igreja Católica, respondo.

Somente busco o que já foi escrito durante séculos, explicando os pormenores de todas essas perguntas de ateus e que demais crenças colocam para invalidar o catolicismo. Fazendo isso aprendi muito ao invés de ficar pensando e tentando descobrir algo do assunto pela minha própria mente como se ela tivesse algum poder especial além da racionalidade e sede de conhecimento que Deus me deu, como se a fé fosse mera questão de opinião e não de escolha racional, como é a escolha de praticar o bem ou o mal. Não é preciso beber de achismo, dúvida e desconstrucionismo que inunda as gerações atuais para se embriagar com tais idiotices se pavoneando como melhor e mais sábio que os demais por duvidar de tudo e achar que se tem a grandiosa “virtude” de não ser capaz de concluir nada sobre nada.

Ao longo da História da Igreja, todas essas perguntas que nos fazem e o tanto que se duvida nos foi revelado através de Deus aos seus inúmeros santos, padres, bispos, papas, etc. Está tudo, já respondido, nos escritos de algum deles, basta querer procurar e ter um mínimo de vontade para ler esses conteúdos. O que acontece com nossa geração é que eles ignoram essas conclusões e preferem ficar eternamente na pergunta ou na posição cética (preferem a heresia) que não leva a nada.

Quanto ao que eu acho a mais, pouco importa, é achismo puro e simples. Sigo a Igreja. Não cegamente, mas racionalmente. Primeiro com a humildade de aprender um mínimo de todo esse mundo de conhecimento que é inconcebível se ler numa vida. Depois não sendo um retardado e sadomasoquista mental que sem sair do lugar vive de fazer perguntas sem tentar respondê-las, pois esse caminho dos imbecis toma tempo e impede que aprenda-se algo de bom, retardando a alma de alcançar alguma proximidade da Verdade.

Ainda assim, explicando isso tudo, há perguntas que me fazem ao invés de terem a dignidade de buscarem as próprias respostas acreditando que a destruição da fé católica de alguém é possível com uma chuva de milhares de perguntas, quando bem sabemos que a Igreja Católica já respondeu e mais de uma centena de vezes a todos os questionamentos e heresias possíveis de serem inventadas por milhares desses seres humanos.

Eis mais um destes questionamentos:

“Segundo a lógica religiosa deus nos criou. E segundo a mesma lógica ele eh onipotente e onisciente. Portanto, qual o motivo de criar seres vivos passíveis de escolherem o mal, e ele sabe que isso aconteceria, e um mundo cheio de problemas e tentações onde essa maldade poderia surgir?

Não faz sentido entendeu hahahaha, alguma coisa não se encaixa”

Resposta:

“Claro que se encaixa.

Ele criou criaturas, livres.

Não robôs.

Quando deu a escolha a elas, não era a intenção imediata a salvação, mas a liberdade dessas criaturas.

Por amor às criaturas lhes deu a liberdade ao invés da prisão. E por mais amor ainda, quando essas criaturas caíram em grave erro e lhe entristeceram da pior forma possível, teve misericórdia e se encarnou como homem para proporcionar a salvação a elas por meio da contrição e confissão dos pecados. Não há nenhum desencaixe.”

E como complemento ainda fiz um último esclarecimento importante:

“Atente para um trecho anterior, em que eu falei que nossa geração fica mais na pergunta que na busca das respostas e de concluir algo disso que pergunta quando encontra a resposta.

A maioria está seguindo exatamente esse caminho e se limitando na leitura de um post de internet com uma metralhadora de perguntas quando tem a internet inteira para aprender e tirar todas essas dúvidas e muitas mais que lhe surgirão a medida que estuda.”

Nisso se enxerga, nessa teimosia em perguntar sem ir atrás das respostas e nessa preguiça em preferir a pergunta ao esclarecimento da verdade que a resposta traz, o seguinte problema dessa nossa geração imbecil que tem o conhecimento do mundo inteiro ao alcance do dedo, mas que ao invés da liberdade prefere permanecer na teimosia das perguntas de sua cabeça. Pois é bem esse o problema do qual trato ao final desse post.

O grande problema dos seres humanos em não entender que o bem e o mal são escolhas é que os próprios homens não crêem em sua liberdade. Que a liberdade humana é tão real a ponto de o homem poder escolher entre a salvação ou condenação eterna por meio do caminho e das atitudes que toma neste vale de lágrimas.

As pessoas se condicionaram a acreditar que o castigo, da mesma forma que o criminoso vê sua punição pelo crime praticado, não é consequência dos maus atos que praticaram e maus caminhos que tomaram, mas somente acreditam que foi o único caminho possível por conta de suas condições, como afirma o bandido preso quando bota a culpa na condição social. No caso do homem em que a consciência pela condenação eterna pesa, este coloca a culpa nas dificuldades em seguir o Caminho, a Verdade e a Vida, julga sua condição espiritual inferior para essa batalha. No entanto, a maioria luta mais por si própria e esquece do auxílio divino, o que é um grande erro.

Isso é algo interessante nesse nosso mundo onde muitos que afirmam essa defesa da condição espiritual inferior, são os mesmos que acordam cedo e trabalham muito todos os dias voltando estafados do trabalho ao invés de saírem às ruas assaltando e matando pessoas. Escolhem o trabalho ao invés da “esperteza” em todos os seus dias. No entanto, são incapazes de escolher o caminho de Deus e agir espiritualmente em busca da salvação como agem fisicamente em busca do salário.

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