
Como fugir da verdade como o diabo foge da cruz? Eis o esforço, ou melhor, não esforço de pensar oriundo de nossa sociedade pós-moderna. Se é de conhecimento universal, conhecimento que abarca desde ciências e filosofias antigas, que a verdade deve guiar o homem nas virtudes, hoje as pessoas se acham as “moderninhas”, mas fazem questão de ignorar este detalhe fundamental. Por conta disso, comentem erro atrás de erro. Tornam-se pessoas vazias, egoísta, incrédulas e medrosas.
Por conta do derretimento dos valores, as pessoas deixam-se guiar pelas modas, pouco importando se elas fazem sentido ou não. O “penso com a própria cabeça” passa, então, a significar, na prática, o eu “penso como todo mundo”, “sigo o achismo da maioria”. E o critério moral passa a ser o “respeito humano”, ou seja, “todo mundo faz”, esquecendo de uma refutação que qualquer mãe decente fez para rebater as molecagens do filho criança, “se todo mundo pular da ponte, você vai pular junto?”.
O comportamento de massas é basicamente um monte de gente querendo dar tiro no pé. Vale tudo, menos a verdade que, no pensar egocêntrico das pessoas, é mera questão de gosto.
É neste contexto de adentramos na teoria dos três discursos da pós-modernidade. Trata-se da atitude de correr vergonhosamente da verdade. E como isso é feito? Fundamentalmente, troca-se a razão pela racionalização (pensar por absurdo, por desonestidade e/ou comodismo) e aplica-se, basicamente, três truques retóricos:
1) Relativismo: Quem nunca leu um “””argumento””” do tipo “essa é a sua opinião”? Parte-se do pressuposto que a verdade não existe e que todas as opiniões são iguais em valores. Curiosamente, se eu disser que na conta bancária do rapaz tem R$ 10,00 e não R$ 1000,00 como ele acreditava, este tipo de discurso será abandonado e a verdade (eu quero os mil reais que são meus), como um passe de mágica, volta a existir.
2) Intimidação: São ofensas ou provocação como “você é arrogante”, ou “você é inseguro”. Como se não fosse arrogante aquele que, sem motivo ou provas, acusa o outro de ser arrogante. E o que dizer do que chama o outro de inseguro, mas que, diante de uma realidade, teme em querer não enxergá-la?
3) Talvez a mais poderosa das armas para fugir da verdade, é a ridicularização: uma espécie de “””argumento”””” do tipo do tipo “ptz, é ridículo isso que você disse!” (sem explicar o porquê do ridículo).
Essas três posturas diante da verdade não fazem sentido, só conduzem ao erro e, portanto, na auto-ilusão. Não obstante, é um discurso corriqueiro nas conversas do dia a dia. Sugiro o exercício: tente prestar atenção nesse tipo de padrão nas diferentes discussões que você participa ou acompanha do no dia a dia… Adianto, contudo, que perceber a frequência a que se recorre aos três tipos de padrão é assustador, pois torna-se nítido que estamos em uma sociedade doente e idiotizada. E por que isso ocorre? O Pe. Charbonneau basicamente matou a charada. Esta é uma sociedade do medo… E as pessoas com medo fogem da verdade. E a sociedade tem medo porque dá valor excessivo às coisas erradas, a saber: a técnica, o dinheiro, o prazer mundano…
#Augusto
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