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terça-feira, 26 de abril de 2016

A sociedade pagã dos "gente boa"



Em questões de Fé e Moral, deve-se buscar as interpretações da Igreja.

Nas questões práticas, das Obras, deve-se refletir sobre os Evangelhos, de posse das interpretações sobre a Fé e a Moral e, só aí então, aplicar isso às Obras e as suas ações diárias.

O que eu vejo de muitos erros hoje, tanto em alguns protestantes quanto entre católicos é o extremismo nas Obras e o relaxamento da Fé e Moral.

Pratica-se filantropia (que nada tem da caridade e é uma falsidade e ilusão deixada a cargo para ONGs e Estado, e que nada mais representa que a preguiça e orgulho), se objetiva ser o indivíduo “gente boa” (no caso da pessoa que cumpre as leis e ser a tal “cidadã exemplar” que não mata, não rouba, não usa drogas, paga as contas em dia mas que defende ou ignora todo o relativismo atualmente presente em seu entorno; esse modo de agir nada mais é que apenas justificativa para permanecer no paganismo e irreligiosidade) e, por último e muito pior, relativiza-se a Fé e a Moral questionando-se a própria dignidade da vida humana no ventre (aborto) e na velhice (eutanásia); os papéis sexuais (esquecendo que homem e mulher Deus os criou); o modelo familiar baseado não na “família tradicional”, mas sim na Sagrada Família e com isso toda estrutura da humanidade e realidade como meio de busca de “reformar” a sociedade.

Nisso chegamos no que temos hoje: um bando de “gente boa” que está destruindo (no eufemismo politicamente correto: descontruindo) a sociedade, a naturalidade e finalidade última dos homens e mulheres, distorcendo todos os conceitos e que ainda tem a cara de pau de se afirmarem “cristãos” ou “católicos” quando na realidade são meramente pagãos defensores de todo esse mal que vem do relativismo (que nada mais é que a conivência com o pecado).

Dizem esses “gente boa” que deve-se lutar contra o patriarcado, a cultura heteronormativa, descontruir-se o que é tradicional. Isso implica primeiramente em demolir dentro da sociedade ocidental todo o fundamento de razão e Verdade que nela ainda exista. Os eufemismos refletem uma maquiagem como tudo mais na novilíngua, utilizando termos mais rebuscados ou recém-inventados coloca-se tudo o que é tradicional, verdadeiro, cristão como tudo o que deve ser combatido, falseado, ridicularizado, tornado aspecto de vergonha e incriminador da consciência individual.

No fim das contas, o que sai disso é a substituição da tradição e da cultura ocidental proveniente dos valores cristãos por qualquer outra coisa que não atrapalhe os planos de poder e enriquecimento da turminha “gente boa” que defende o pecado ao invés das virtudes; que quer a desconstrução não somente dos “tabus”, mas também de todos os valores e do próprio cristianismo para a substituição pelo respeito humano (que nada mais é que calar-se diante do erro e aceitá-lo), por culturas e valores alternativos e por fim a dominância ideológica completa.

O que sobra numa sociedade como essa é o que se vê hoje, a tal desconstrução: os desvalores; a bagunça; o crime; a morte; a violência; a corrupção política e social; em suma o paganismo em seu grau máximo de desumanização e violência como numa sociedade sem valores que a guiem e indivíduos sem objetivos maiores que o de saciarem os seus próprios desejos, vaidades, ganância e todas as suas maluquices.

#João Carlos

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